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Wenceslau
Brás Pereira Gomes, nascido em Itajubá (MG), em 1868, e
falecido na mesma cidade, em 1966, foi advogado, político e presidente
da República, durante a Primeira Guerra Mundial.
Bacharelado pela Faculdade de Direito de São Paulo, iniciou sua
carreira como promotor público, tendo sido iniciado maçom,
através da Loja "Caridade Mocoquense", de Mococa (SP),
a 7 de março de 1896. Ingressando na política foi deputado
por Minas Gerais e ocupou a Secretaria do Interior daquele Estado ; em
1908, assumiu a presidência do Estado, para completar o mandato
1906-1910.
Eleito, depois, deputado federal e líder da maioria, foi vice-presidente
da República no governo do marechal Hermes e, em 1914, eleito presidente
da República, encontrando o país conturbado pelo estado
de sítio do governo anterior e pela eclosão da Grande Guerra.
Inicialmente, ele mantinha a neutralidade brasileira na guerra, inclusive
com o apoio do Grande Oriente do Brasil, cujo Grão-Mestre, o general
e senador Lauro Sodré, lutava por essa neutralidade das nações
não envolvidas num conflito, expondo suas idéias através
de um manifesto, intitulado "Um Apelo Pro-Pace - Le Grand Orient
di Brésil aux Puissances Maçonniques du Globe", de
28 de agosto de 1914, o qual seria comentado no "Masonic Home Journal",
publicado em Louisville, nos Estados Unidos, em nota constante do número
de abril de 1915.
Com a saída de Sodré, o novo Grão-Mestre, almirante
Veríssimo José da Costa, passou a defender a entrada do
Brasil na Grande Guerra, ao lado das nações amigas, em 1916.
A 26 de outubro de 1917, depois de nota alemã, de 31 de janeiro,
sobre o bloqueio submarino total do Atlântico e o posterior torpedeamento
de diversos navios da Marinha Mercante Brasileira, Wenceslau reconheceu
e proclamou o estado de guerra, integrando o Brasil no grupo dos aliados
e enviando, ao campo de batalha, cruzadores, contratorpedeiros e dez aviadores
do Corpo da Aviação Naval.
Nos últimos meses de seu governo, o país seria atingido
pela epidemia de influenza, que passou à história como "gripe
espanhola".
O governo de Wenceslau Brás foi caracterizado pela austeridade
e pela consolidação das dívidas brasileiras. Ao deixar
o governo, ele se retirou, definitivamente, da vida pública.
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