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Hermes
Rodrigues da Fonseca, sobrinho do marechal Deodoro, nascido em São
Gabriel (RS), a 12 de maio de 1855, e falecido em Petrópolis (RJ),
a 11 de setembro de 1923, foi militar, político e sexto presidente
da República.
Ingressando na Escola Militar, em 1871, ele não escapou da influência
de Benjamin Constant, tornando-se ardoroso republicano e ingressando na
maçonaria, a 6 de outubro de 1876, através da Loja "Ganganelli
do Rio", do Rio de Janeiro. Nos acontecimentos de 15 de novembro
de 1889, teve participação, ao lado de Deodoro, de quem
seria ajudante de ordens, no posto de capitão.
Na Revolta da Armada, de 1893, destacou-se na defesa do governo de Floriano.
De 1899 a 1904, comandou a Brigada Policial do Rio, assumindo, depois,
o comando da Escola Preparatória e Tática do Realengo, sendo
promovido a marechal, no final do governo de Rodrigues Alves. No governo
de Afonso Pena, foi ministro da Guerra, empreendendo a reforma do Ministério
e introduzindo a lei do serviço militar obrigatório.
A 22 de maio de 1909, a Convenção Republicana efetivava
a sua candidatura á presidência da República, com
o apoio de todas as bancadas estaduais no Congresso, com exceção
das de S. Paulo e Bahia, que lançaram a candidatura de Rui Barbosa,
originando a campanha civilista.
Eleito e empossado, Hermes enfrentaria, logo, a Revolta dos Marinheiros,
liderada por João Cândido, que exigia a cessação
dos castigos com a chibata, seguida do levante do Batalhão dos
Fuzileiros Navais e pela campanha do Contestado, movimento de massas,
semelhante ao de Canudos e ocorrido numa região em litígio,
entre Paraná e Santa Catarina, provocada pelo beato José
Maria. Hermes conseguiu manter a ordem, com o apoio do Partido Republicano
Conservador, organizado pelo maçom Pinheiro Machado. O fato mais
grave ocorrido em seu governo, contudo, foi o movimento chamado de "salvacionismo",
feito com o apoio de pessoas ligadas ao presidente e empenhado em acabar
com as oligarquias, tendo deposto os governadores de vários Estados,
o que causou choque com Pinehiro Machado, sustentáculo parlamentar
do governo.
No plano administrativo, fortaleceu o Itamaraty, com o barão do
Rio Branco, dinamizou o programa de construção de ferrovias
e de escolas técnico-profissionais.
Deixando o cargo, foi para a Europa e, ao retornar, em 1920, assumiu a
presidência do Clube Militar e formou, ao lado de Nilo Peçanha,
na Reação Republicano; com a revolta de 1922, ficou preso
durante seis meses e retirou-se, depois, para Petrópolis.
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