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Nascido
em Anádia (hoje, Deodoro), na Província de Alagoas, a 5
de agosto de 1827, e falecido no Rio de Janeiro, a 23 de agosto de 1792,
Manoel Deodoro da Fonseca foi o líder da revolução,
que implantou a República no Brasil. Pertenceu a uma família
de militares e ingressou na Escola Militar em 1843, tendo pertencido à
geração seguinte à de Caxias e Osório. Quando
tenente, integrou a tropa destacada para Pernambuco, por ocasião
da Revolução Praieira, de 1848; como capitão, seguiu
para o Uruguai, participando dos episódios que antecederam a Guerra
do Paraguai, da qual também participaria e da qual retornaria,
em 1870, já como coronel. Em 1874, era promovido a brigadeiro e,
em 1884, a marechal-de-campo.
Foi um dos líderes da Questão Militar e, a 15 de novembro
de 1889, desempenharia o papel principal e decisivo, no levante que instituiu
a república no Brasil. Chefe do Governo Provisório, seria,
depois, eleito presidente, de acordo com a Constituição,
aprovada, a 24 de fevereiro de 1891, pelo Congresso Constituinte, a qual
instituiu o presidencialismo. Dois dias após essa aprovação,
a Assembléia elegia os governantes. Uma das chapas tinha Deodoro
e Eduardo Wandenkolk (também maçom), como candidatos, respectivamente,
a presidente e vice; a outra tinha, postulando os mesmos cargos, Prudente
e Floriano. Deodoro venceu por estreita margem de votos (129 a 97). Enquanto
Floriano derrotava Wandenkolk, por margem maior.
Já se desenvolvia, porém, uma crise entre o Executivo e
o Legislativo, desde janeiro, quando o ministério, chefiado pelo
antigo líder conservador, barão de Lucena, mostrou-se impotente
para enfrentá-la , daí o grande número de votos dados
a Prudente, contra Deodoro, na eleição pelo Congresso. Politicamente
inábil, embora brilhante militar, teve de enfrentar, ainda como
chefe do Governo Provisório, um Parlamento hostil e críticas
da imprensa, às quais não estava acostumado. Isso levaria
à emissão do decreto de 23 de dezembro de 1889 --- chamado
de "decreto rolha" --- que instituía violenta censura
à imprensa. Além disso, muitos de seus ministros discutiam,
como é de hábito, num regime democrático, os seus
atos, opondo-se algumas vezes a eles, o que era inaceitável, para
Deodoro, diante de sua formação na caserna. Isso levaria
à crise de janeiro de 1891, quando os ministros pediram demissão
e ele, em mais uma inabilidade política, convidava, para compor
um novo governo, o barão de Lucena, notório monarquista,
o que desagradou a todos os republicanos.
No auge da crise, não podendo governar com um Congresso hostil,
Deodoro dissolveu-o, a 3 de novembro de 1891, naquele que seria o primeiro
dos muitos atentados à democracia republicana, na História
do Brasil. Com isso ele perderia todos os apoios e renunciaria ao cargo,
para não provocar uma guerra civil, diante da Revolta da Armada,
liderada pelo almirante Custódio de Melo, em reação
ao golpe do presidente.
Foi maçom ativo, desde que foi iniciado, a 20 de setembro de
1873, através da Loja "Rocha Negra", de São Gabriel,
Rio Grande do Sul, do Grande Oriente do Brasil. Apesar de suas viagens
e remoções, devidas à sua patente militar, manteve,
sempre, uma apreciável atividade maçônica. Pertenceu
à Loja "Dois de Dezembro", do Rio de Janeiro e chegou
ao Grão-Mestrado do Grande Oriente do Brasil --- foi o 13º
Grão-Mestre, eleito a 19 de dezembro de 1889 e empossado a 24 de
março de 1890 --- tendo renunciado ao cargo, a 18 de dezembro de
1891, depois de renunciar à presidência da República,
vindo a falecer oito meses depois.
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