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Manoel
Ferraz de Campos Salles, nascido em Campinas (SP), a 13 de fevereiro de
1841, e falecido no Guarujá (SP), a 28 de junho de 1913, foi advogado,
jornalista, político, terceiro presidente do Estado de São
Paulo e segundo presidente civil da República. Bacharelado em 1863,
pela Faculdade de Direito de S. Paulo, começou logo a sua carreira
política e iniciou-se no jornalismo, redigindo, junto com Francisco
Quirino dos Santos e Jorge Miranda, o jornal "A Razão".
Foi um dos lançadores das bases do Partido Republicano Paulista,
vereador, deputado provincial e geral, em diversas oportunidades. A 7
de novembro de 1889, junto com Francisco Glicério, seguiu para
o Rio de Janeiro, onde, no dia 10, participou de reunião na casa
de Benjamin Constant, onde foi decidida a queda do império. Participou
do primeiro ministério republicano, como ministro da Justiça,
sendo, depois, senador e presidente do Estado de S. Paulo, cargo que ocupou
até 31 de outubro de 1897, quando foi indicado, pela convenção
do Partido Republicano, candidato à presidência. Eleito,
assumiu o cargo em 1898.
O governo de Campos Salles foi caracterizado pelo grande realismo na política
econômico-financeira de Joaquim Murtinho (maçom), ministro
da Fazenda. O presidente, todavia, para fortalecer sua posição
no Congresso Nacional, para poder realizar uma drástica política
econômica, instituiu a chamada "política dos governadores",
pela qual o governo federal garantia, aos governadores, o reconhecimento
dos parlamentares por eles indicados e apoiados. Isto desmontou a fraca
organização partidária, dando uma aparente estabilidade
à representação nacional, além de proporcionar
uma compacta maioria governista. Essa cartada política não
foi estranha à maçonaria, principalmente nos Estados em
que maior era a sua força política, como São Paulo
e Minas Gerais, além do próprio Distrito Federal. Nos dois
primeiros anos de mandato de Campos Salles, o presidente do Estado de
São Paulo era o maçom Fernando Prestes de Albuquerque, enquanto
em Minas, durante os quatro anos, o presidente era Francisco Silviano
de Almeida Brandão.
Depois de deixar a presidência, Campos Salles foi eleito senador,
novamente, em 1909.
Não se sabe, com certeza, onde e quando ele foi iniciado maçom,
podendo ter sido na Loja "Independência", de Campinas
(SP). Mas, certamente, foi maçom, pois, em 1863, foi um dos fundadores
da Loja "Sete de Setembro" e também pertenceu ao quadro
da mesma Loja "Independência", já que participou
do reerguimento da Loja --- que cessara suas atividades por algum tempo
--- em junho de 1868. Em 1883, ele foi nomeado interventor do Grão-Mestrado
na Loja "Regeneração III", de Campinas, e, no
mesmo ano, recebeu o título de membro honorário do Supremo
Conselho do Brasil.
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