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Estamos atravessando mais um período de turbulência na Maçonaria brasileira com uma saraivada de perguntas sem respostas. Os olhos da crítica profana, de soslaio, fitando um norte sombrio a sociedade (antes) secreta. Culpa nossa, por não sabermos escolher. Nos últimos meses tivemos o desprazer de constatarmos o desvio de conduta de alguns dos nossos irmãos Maçons postados em altos escalões da política profana e interna corpore, o que nos leva à reflexão. Por que será que os Maçons (nem todos) estão se desviando dos princípios da Maçonaria Universal? |
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Não
há mais estímulo em ser Maçom? Ou se corrompem
ante o turbilhão da fortuna fácil, porém, fétida.
Façamos uma reciclagem dos nossos conceitos. Lembremos dos juramentos
e compromissos firmados por dezenas de irmãos, no seu primeiro
dia. Deixemos de lado o engodo da vaidade. Talvez por que o esoterismo
deixou de ser o principal ícone em nossas assembléias
pelas inúmeras modificações ou, quem sabe, modernizações
nos rituais, promovidos por vaidadosos. Aquele singelo prazer de respeito
ao esotérico não existe mais. Os regulamentos, cerimoniais,
hierarquias e os trajes que antes denotavam mais seriedade e respeito
do que pompas, lamentavelmente não fazem mais parte da rotina
de muitos e muitos Maçons. A Maçonaria está deixando
de ser um estado de compromisso para ser uma sociedade comum. Antes
no anonimato: séria, perfeita, uma associação iniciática,
filosófica, filantrópica e educativa cumprindo suas missões
sem alarde. Em surdina cultivava a filantropia, a justiça social,
os princípios da liberdade, da democracia e da igualdade, da
fraternidade e da moralidade. Hoje, disputando a tapas um minuto de
glória, muitos Maçons usam a instituição
como um título de curso superior ou um excepcional troféu.
Corrompem os princípios seculares da Sublime Ordem. Agem, sorrateiramente,
à margem da lei e das convenções, promovendo acordo
e conchavos em proveito próprio, inundando de vergonha os Maçons
de ordem e pudor. |